A montadora planeja expandir rastreabilidade para materiais como cobalto e mica, além de rastrear e reduzir as pegadas de CO2

Volvo Cars fez um investimento na empresa de tecnologia blockchain Circulor, através do Volvo Cars Tech Fund, o braço de investimento de capital de risco da empresa, para aumentar a rastreabilidade do cobalto usado nas baterias dos seus carros elétricos.

A empresa investirá milhões na Circulor, enquanto planeja expandir os materiais rastreados, em um esforço para eliminar o fornecimento antiético de seus produtos, de acordo com reportagem do Financial Times.

Segundo comunicado da empresa, “o investimento na Circulor permite que as duas empresas expandam seu foco além do cobalto, por exemplo, observando uma maior rastreabilidade da mica, um mineral usado como material de isolamento na bateria do Volvos elétrico”.

As empresas, ainda de acordo com a Volvo Car, pretendem expandir sua cooperação tecnológica em blockchain para outras áreas, como no rastreamento e redução das pegadas de CO2, “ajudando a Circulor a definir potencialmente padrões para o fornecimento ético em indústrias automotivas e outras”.

Fornecimento antiético

As montadoras costumam ter dificuldade de rastrear e acompanhar de perto as empresas que operam abaixo dos fornecedores de nível 1, que atuam diretamente com elas. Por isso, a Volvo está usando blockchain onde seus componentes são monitorados e contabilizados para rastrear o cobalto usado nas baterias.

O controle da cadeia de suprimentos foi um desafio ainda mais evidenciado com a pandemia. A Volvo Cars viu algumas de suas fábricas na Europa e na América do Norte fecharem por falta de suprimentos provenientes da China, país epicentro do surto de Covid-19, de onde vinha grande parte das peças que alimentavam as fábricas da montadora.

Além disso, várias empresas, de montadoras a grupos de eletrônicos de consumo, como Apple, Dell e Microsoft, foram acusadas de cumplicidade em violações de direitos humanos em minas onde o cobalto é produzido por não reprimir a prática do trabalho infantil, principalmente na República Democrática do Congo, de acordo com a reportagem.

Fonte: Computerworld