Se você acompanha o reality show BBB, ou ao menos as redes sociais, já deve ter percebido que o tema “rejeição” é um dos mais falados. A atual edição do programa conta com as duas maiores rejeições do público em um paredão: Karol Conká lidera a lista com 99,17% dos votos do público, seguida por NegoDi, com 98,76%.

A importância desses eventos pode passar despercebida, mas com duas rejeições tão altas, um olhar mais atento pode enxergar um certo padrão se estabelecendo e algumas perguntas são naturalmente levantadas: por que o público rejeitou os dois participantes com tanta veemência? Quais foram os aspectos comportamentais em comum? O que podemos aprender com isso?

Bem, para responder essas perguntas, criamos este artigo. Aqui, queremos analisar um pouco mais afundo sobre os aspectos comportamentais que geraram esse fenômeno e quais lições podemos tirar para não sermos a Karol Conká ou NegoDi em nossos trabalhos.

A rejeição do público

Como dito acima, a edição de 2021 do Big Brother Brasil obteve as duas maiores rejeições em um processo eliminatório. É natural que, ao longo dos programas, o público se identifique mais ou menos com algum participante. Isso pode derivar dos jeitos, ideais, cultura ou ideologias que o participante tem. Contudo, todos esses elementos podem ser resumidos em uma palavra: comportamento.

A grande chave para conseguir a aprovação das pessoas é fazer com que elas se enxerguem através da personagem do reality. Mas não de uma maneira nua e crua. O público quer se idealizar. Ele quer ver um herói, alguém que os faça rir, que lute contra os “vilões” da casa e que acolha os rejeitados.

Por essa definição já podemos entender o porquê Karol Conká e NegoDi foram tão rejeitados: eles se comportavam exatamente de forma contrária ao que o público espera. E mesmo aqueles que fora do reality se comportam exatamente da mesma forma que eles, começaram a rejeitá-los, pois não conseguiam se idealizar em dois “vilões”.

Os aspectos comportamentais

Um dos aspectos mais falados sobre os dois participantes foi o fato de não acolherem, e até mesmo desprezarem, um outro participante – Lucas. Segundo a visão do público, Lucas era um jovem que apresentava algumas falhas, mas que precisava ser orientado e não desprezado ou ofendido.

Ambos os participantes cometeram o erro de serem altivos. Não desenvolveram a empatia que o público almejava e, pior do que isso, se sentiram superiores ao colega.

Não há nada mais destrutivo em um ambiente coletivo do que a soberba. Ela consegue corroer sua credibilidade entre aqueles que “assistem” sua vida.

A soberba faz com que o indivíduo se contemple como o professor moral da humanidade, onde todos devem aprender com ele. Dita suas regras como se fossem um novo discurso de Aristóteles, mesmo que para o público não faça o menor sentido. Por fim, a soberba impede a empatia, se vendo como melhor e superior ao próximo.

Adote este tipo de postura e veja sua rejeição crescer assustadoramente.

O que podemos aprender?

A nossa vida profissional é um grande Big Brother. Somos observados todos os dias por tantas pessoas que, às vezes, nem temos noção de quantas. Entretanto, uma coisa é certa: nossa forma de agir fala mais alto do que nossas palavras.

Como dito acima, um pecado mortal no convívio coletivo é a soberba. A jornada de Karol Konká e NegoDi deixaram esse aprendizado claro. Não podemos negar ajuda ao próximo, despreza-lo e esperar que as outras pessoas sejam gentis conosco. Criar pontes e relacionamentos fortes tem se demonstrado a principal virtude de um profissional bem-sucedido.

No outro lado da moeda, não podemos esperar ser perfeitos em todos os atos, ou agir para agradar a todos. Lembre-se: as pessoas querem se enxergar através de você. Agir com superficialidade, muitas vezes, é pior do que não agir. Coloque seu coração em seus posicionamentos e se comporte de maneira sincera. Até mesmo os que pensam diferente de você reconhecerão nisto uma qualidade.

No final das contas, não precisamos nos desesperar. As chamadas soft skills, ou habilidades sociocomportamentais, podem ser aprendidas. Reconhecer que há uma falha em seu comportamento profissional é o primeiro passo para o amadurecimento e crescimento.

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