transformação digital foi acelerada drasticamente nas empresas da China, com mais da metade dos CEOs do gigante asiático (55%) reportando esta realidade. O dado é de uma pesquisa da consultoria KPMG, que sugere que 75% dos líderes chineses já começaram a explorar e usar tecnologias emergentes, 4% a mais do que os CEOs globais. Em relação a estas tecnologias, 77% dos chineses apontaram que darão prioridade para inteligência artificial e aprendizado de máquina contra 68% dos líderes globais. Quando o assunto é adoção de outras tecnologias fora do espectro emergente, como computação em nuvem, a abordagem será implementada por 70% dos chineses contra 65% dos globais.

Segundo o sócio-diretor líder da KPMG na China, Davi Wu, na área de saúde a tecnologia está crescendo rapidamente com a implantação de aplicativos, diagnóstico, farmácia e tratamento online. “O crescimento da demanda por produtos digitais e de serviços de distribuição acelerou a tendência de integração, colaboração e plataforma da cadeia de suprimentos de varejo”, diz o executivo.

A operadora finlandesa Elisa, juntamente com a Nokia e a Qualcomm Technologies anunciam que alcançaram as velocidades 5G mais rápidas do mundo em uma rede comercial na Finlândia, entregando 8 Gbps pela primeira vez servindo dois dispositivos 5G conectados simultaneamente. A demonstração foi feita na principal loja da Elisa, na capital finlandesa de Helsinque, e utilizou a tecnologia 5G mmWave da Nokia e os dispositivos de teste de fator de forma de smartphone 5G da Qualcomm sobre a rede comercial 5G de Elisa. Segundo as empresas, a novidade, que deve ser implementada em 2021, vai apoiar novos serviços de baixa latência e alta largura de banda, como downloads de vídeo de alta velocidade, missões críticas ou realidade virtual e aplicativos de realidade aumentada.

Empresas que se digitalizaram na pandemia lucram mais

Mais de 70 mil comércios que atuavam apenas no mundo físico no mesmo período de 2019 começaram a atuar online como resultado da pandemia. E eles tem lucrado mais, com um aumento de tíquete médio por transação em 17% ao migrar para o e-commerce. Os dados são de um novo estudo da Visa Consulting & Analytics.

O estado de São Paulo, que representa 31% do total de negócios estudados, registrou um crescimento de 27% no número de negócios dos ambientes físico e online, quando comparados os meses de abril a junho de 2020 com o ano anterior. A pesquisa também nota um crescimento expressivo do tíquete médio em certos estados brasileiros em que a digitalização foi mais acelerada: Roraima (145%), Tocantins (113%) e Rondônia (84%). Um outro estudo, da comunidade de compras Cashback World, trouxe um cenário que detalha as categorias mais procuradas quando consumidores compram online: para a plataforma, o maior volume transacional foi em Computadores & Software (130%), Eletrônicos (125%) e Roupas & Acessórios (103%). Por outro lado, as categorias que apresentaram as maiores quedas foram: Equipamentos Médicos (-80%), Livros & Músicas (-69%) e Roupas & Brinquedos Infantis (-57%).

Os dados mostram a evolução do mercado ligada à transformação digital.

Plataforma revela os itens mais desejados na Black Friday

Tendências acompanham ritmo de transformação digital. Veja!

Stilingue, plataforma de monitoramento e interação com consumidores desenvolvida para o português do Brasil capaz de resumir e organizar, em um só lugar, conversas online sobre marcas, assuntos e mercados, fez um levantamento para entender os objetos de desejo dos consumidores para a Black Friday de 2020. A pesquisa concluiu que, nos últimos 30 dias, houve um aumento de 273% no volume de publicações sobre uma das datas mais esperadas pelo comércio nacional e 243% no número de usuários que começaram a falar sobre o tema.

Esses números demonstram a relevância da pauta em novembro, onde 52% das publicações foram realizadas nos 10 primeiros dias do mês. Em relação ao mesmo período do ano passado, a data que abre portas para as compras de fim de ano cresceu em 52,7%. Outro número importante é o de usuários envolvidos nesse assunto, que também cresceu 65,3% em relação a 2019, o que pode ser um reflexo da digitalização forçada pela pandemia (tanto dos usuários quanto das marcas).

Nesta fase, faltando apenas alguns dias para os melhores descontos, os usuários aproveitam as ofertas do esquenta para compartilharem suas intenções de compra e seus focos de pesquisa para o dia oficial. As indústrias que se destacaram nestes dias são:

Telefonia
O termo “celular novo” foi usado em 5,53% das publicações. Os aparelhos mais citados são iPhone (Apple) e Galaxy (Samsung), mas também há destaque para os acessórios, como fones e carregadores. Apesar da alta procura por esses itens, os recentes lançamentos da Apple aqueceram a discussão e usuários buscam conselhos para entender se a compra vale ou não a pena. A loja mais relacionada à essa intenção de compra é Magazine Luiza.

Eletrônicos
“Kindle” (9,8%) e “notebook” (7,8%) são os queridinhos dos consumidores nesse segmento, que também acompanham a onda de transformação digital. As lojas mais relacionadas à essa intenção de compra são Amazon e Magazine Luiza.

Moda (vestuário)
Usuários pretendem usar a data para renovar seus “tênis” (8,3%) e “roupas” (5,9%), com a intenção de aproveitar a data para comprar peças para o Natal e Ano Novo. Não há lojas em destaque nesse segmento.

Livros
Eles foram citados em 1,3% das publicações totais sobre Black Friday. As lojas mais relacionadas à essa intenção de compra são Amazon, Submarino Americanas.

Fonte: Forbes