Na Europa, os investidores voltam às compras após a liquidação da sessão anterior, quando os índices da região cederam 2% refletindo preocupações quanto ao impacto na economia do crescimento nos casos de coronavírus e novas medidas de distanciamento social. O FTSE 100 ganhava 0,69%, o DAX subia 0,57%, enquanto o CAC 40 tinha alta de 1,10%. O Stoxx 600 e o FTSE MIB avançavam 0,59% e 0,18%, respectivamente, com destaque na região para os papéis do setor automobilístico e de vestuário.

Os futuros dos índices acionários em Wall Street operam em queda no início desta sexta-feira (16) à espera de dados sobre as vendas do varejo e produção industrial nos EUA. Às 7h16, horário de Brasília, o Dow Jones perdia 0,10%, o S&P 500 desvalorizava 0,06% e o Nasdaq recuava 0,07%.

Investidores

Os mercados globais acompanham ainda as negociações na Casa Branca para um novo pacote de estímulo à economia dos EUA, que já dá sinais de desaceleração. Ontem, o presidente Donald Trump pediu ao secretário do Tesouro, Steven Mnuchin, que aceitasse um pacote de ajuda de aproximadamente US$ 2 trilhões. Trump também garantiu que os republicanos no Senado apoiarão o projeto, apesar da resistência dos parlamentares em aprovar outra grande rodada de recursos. Ontem, os EUA também registraram número recorde de novas infecções por coronavírus, com mais de 60 mil casos confirmados em um único dia.

Na Ásia, apenas o Nikkei 225 encerrou o dia no vermelho, perdendo 0,41% na sessão. O Hang Seng subiu 0,94%, o Shangai Composite avançou 0,13% e o BSE Sensex teve alta de 0,64% no dia.

No Brasil, IGP-10 reduz alta a 3,20% em outubro com desaceleração no atacado, diz FGV

O Índice Geral de Preços-10 (IGP-10) desacelerou a alta a 3,20% em outubro, contra avanço de 4,34% no mês anterior, com a queda nos preços de commodities colaborando para o abatimento da inflação no atacado, informou a Fundação Getúlio Vargas (FGV) hoje (16).

O Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que mede a variação dos preços no atacado e responde por 60% do índice geral, desacelerou a alta a 4,06% este mês, ante taxa de 5,99% em setembro.

André Braz, coordenador das análises dos Índices de Preços, disse que “a desaceleração observada no ritmo de alta das matérias-primas brutas do IPA (11,17% para 5,77%) explica o recuo da taxa do IGP”, citando forte a colaboração das commodities como minério de ferro, milho e café.

Enquanto isso, no varejo, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-10), que corresponde a 30% do índice geral, acumulou ganho de 0,98% em outubro, depois de um avanço de 0,46% no mês anterior.

O destaque para a inflação ao consumidor veio do grupo Educação, Leitura e Recreação, que subiu 4,11% em outubro, após registrar alta de 0,38% na leitura anterior. O aumento de 54,11% nas passagens aéreas foi o principal impulsionador desse resultado.

Já o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC) subiu 1,51% este mês, ante taxa de 0,80% em setembro.

O IGP-10 calcula os preços ao produtor, consumidor e na construção civil entre os dias 11 do mês anterior e 10 do mês de referência. Com o resultado de outubro, o índice acumula alta de 17,63% no ano e de 19,85% em 12 meses. 

Fonte: Forbes